Memorial

Filomena Carvalho

xx xx, xxxx - xx xx, xxxx

A vida da Filomena Carvalho confunde-se com a história dos serviços de informática no Iscte. O ponto de partida foram duas salas na cave do Edifício I, onde, nos longínquos anos 90, o Eng.º José Guimarães, seu esposo, e a Filomena lançaram as bases do Centro de Informática. Não havia hora de entrada nem de saída, o filho mais novo, o Ricardo, brincava nos corredores da Ala Autónoma. Em 2000 assume a coordenação técnica do Centro de Informática, sempre acompanhada pelo marido até ao seu prematuro falecimento, em 2001. Nos últimos anos era conhecida como a senhora do e-learning e, neste ano de pandemia, foi de uma entrega e generosidade ímpar e o principal pilar do ensino à distância no Iscte. Obrigado, Filomena e Guimarães.

Condolences

Vera Batalha

Em nome dos Serviços de Informação e Documentação quero aqui expressar as condolências à família pela perda da Filomena, profissional estimada que contribuiu com o seu saber para que o Iscte se tornasse uma instituição de ensino superior de referência. Que descanse em paz.

Leonor Carvalho

Foi com tristeza que recebi a notícia do falecimento da Filomena e lamento profundamente a sua partida tão prematura. Nesta hora difícil, um abraço à família, especialmente aos filhos e à Fátima. As minhas sinceras condolências e muita força para superar esta perda.

Gustavo Cardoso

Filomena, foi um longo caminho o que percorremos no Iscte. Desde os tempos em que te pedi para colocar acesso à Internet no Conselho Diretivo, para que se pudesse experimentar o seu uso fora da informática, até ao Iscte de hoje que é também fruto da tua entrega e empenho. Quando a pandemia terminar, ou a nossa vida se adaptar a viver nesta nova rotina, vou estar a espera de te encontrar numa sala do Iscte. Mas não vai ser possível. Fica o até sempre e até outro tempo e lugar.

Dolores Fonseca

Amiga, / Amizade é sentimento de alegria que nos une / A tristeza é uma perda / A quem queria muito / Colega partiste e só! / Sem ti há outra visão, / A Vida são períodos / Em que tudo se perde / Fica para trás um vazio / Fica a Saudade, talento / Partiste sem os sorriso / ISCTE sentiu teu brilho / Foste mais que tudo / Membro informática / Foste colega, Amiga / Deixaste tua Amizade / Somos recordações /Do tempo vivido / Num lugar ou noutro / Fica em paz, Amiga / Filomena

João Paulo Pires

No ano 2000, no contexto do Y2K bug e do nascimento da minha filha mais velha, a 08 de fevereiro abracei um novo desafio no Centro de Informática (CI) do ISCTE, onde conheci a Engª Filomena Carvalho, como minha responsável. Posso dizer que durante todo o tempo em que estive ao serviço no CI, e mais tarde na DSI, a Engª Filomena Carvalho foi sempre um dos pilares a quem recorria para esclarecer as minhas dúvidas profissionais. Deu-me sempre apoio no meu percurso académico, desde que não prejudicasse as minhas responsabilidades profissionais. Quando tive conhecimento da sua partida do mundo dos vivos, houve um flashback na minha memória de todo o tempo e os momentos, bons e menos bons, que partilhei com a Engª Filomena Carvalho na grande escola que é o ISCTE. Os meus sinceros e sentidos pêsames a todos os familiares e amigos pela sua triste perda.

Álvaro Rosa

Eng.ª Filomena, pessoa que muito estimo nos quase vinte anos de conhecimento, uma despedida muita sentida.

Manuel Alberto Ferreira

Para uma querida amiga e cplaboradora, o sentimento de uma profunda saudade.

Ana Catarina Nunes

A Filomena foi uma das primeiras pessoas que conheci no Iscte, em 1998. Pessoa de poucas palavras, mas que ficará sempre na minha memória e pelas melhores razões. Do mais recente, recordo imediatamente o dia em que falámos por telefone, penso que em Maio, em pleno início da pandemia. Eu precisava de ajuda com o elearning, um entre muitíssimos pedidos urgentes, imagino eu. Foi já fora das horas de trabalho que a Filomena me esclareceu, certamente sacrificando o seu tempo de descanso. Outra recordação é mais pessoal, já um pouco longínqua mas que me fará lembrar da Filomena para sempre. Já la vão cerca de 20 anos. Naquela manhã tive de fazer o percurso a pé até ao Iscte, pela Alameda da Universidade. A minha condição física estava debilitada (muito mais do que eu imaginava!). Eu já não sabia como conseguiria chegar ao Iscte, tais as forças que me faltavam para caminhar e para segurar a pasta cheia de exames. Quase não havia trânsito àquela hora, não passavam táxis, e eu já só pedia que passasse alguém que me pudesse ajudar, alguém que eu conhecesse. Vi então a Filomena a passar de carro, penso que acabada de deixar os filhos na escola. Fiz sinal e a Filomena parou de imediato, levando-me até ao Iscte. As minhas mais sinceras condolências aos filhos da Filomena e restante família.

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